Há uma pergunta que eu ouço cada vez mais. Não dita em voz alta. Sentida. Aparece no meio de um jantar bom, no silêncio depois de uma reunião de trabalho, nas três da manhã quando o sono não vem e o telemóvel não ajuda. O que é que andamos aqui a fazer? Não é desespero. É lucidez. É o corpo a perceber, antes da cabeça lhe dar licença, que há qualquer coisa profundamente torta nisto tudo. E que temos andado tão ocupados a sobreviver que não tivemos tempo de perguntar a quem é que sobrevivemos. Calma. Antes de ficarem sérios, …
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