Galiza regista mais de 38 mil pedidos de regularização de migrantes

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A Venezuela lidera o número de pedidos, sendo a origem de 29% do total de candidaturas apresentadas. Colômbia, Peru e Brasil são os lugares de origem mais destacados a seguir.

Redação |

Segundo os dados oficiais partilhados pela Secretaria de Estado das Migrações, a Galiza contabilizou um total de 38.747 solicitações de regularização extraordinária de pessoas estrangeiras,. O balanço do processo de regularização, após o encerramento do prazo no dia 30 de junho, reflete uma clara concentração no litoral.

A província da Corunha posiciona-se à frente com 17.219 solicitações, o que representa de 44,4% do volume global galego. Segue-se Ponte Vedra, que reuniu 10.406 pedidos, 26,8% das solicitações. No interior, o processo de regularização registou valores inferiores. A província de Lugo somou 5.947, (15,3%), enquanto Ourense fechou a contagem com 5.175 expedientes submetidos, 13,3% do cômputo galego total.

Os dados estatísticos revelam também uma predominância de cidadãos oriundos da América no conjunto dos requerentes. A Venezuela lidera de forma destacada, sendo a origem de 29% do total de candidaturas apresentadas. Segue-se a Colômbia, com 26,3% dos expedientes, e o Peru, que representa 13,7%.

A presença de cidadãos do Brasil também se faz notar com 6,7% dos pedidos. Num plano inferior situam-se as comunidades do Senegal (3,6%), Marrocos (3,5%) e Cuba (2%). O peso demográfico fecha-se com a Argentina (1,8%) e o Paraguai (1,7%), restando uma percentagem de 10,2% distribuída por outros países de origem.

Com a conclusão da fase de entrega, as instituições públicas focam agora os esforços na validação e instrução dos processos, cuja resolução determinará o enquadramento legal definitivo de milhares de novos residentes no território galego.

Estes pedidos de regularização surgem na esteira de uma tendência de crescimento consolidada nos últimos anos. Ao longo do ano de 2025, um total de 8.344 pessoas residentes na Galiza obtiveram a nacionalidade espanhola, a sua maioria por motivos de residência legal e continuada.

A radiografia demográfica desses processos revela um perfil maioritariamente feminino e jovem: foram emitidas mais concessões a mulheres (4.881) do que a homens (3.463), sendo que quase metade das naturalizações se concentrou na faixa etária entre os 25 e os 45 anos.

O mapa de origens coincide em larga medida com o dinamismo atual da regularização. A Venezuela posicionou-se como o país de origem mais frequente (2.059), seguida por Cuba (1.099), Colômbia (1.053), Peru (581), Brasil (469), República Dominicana (431) e Argentina (311). No seu conjunto, cerca de 80% dos novos cidadãos nacionalizados eram naturais do continente americano.

Fora do espaço americano, registaram-se números significativos de cidadãos oriundos de Marrocos (260), Senegal (103), Roménia (57) e Portugal com 56 cidadãos residentes na Galiza a completarem o processo de nacionalização.

O fluxo de integração administrativa na Galiza tem registado uma aceleração geométrica. Os 8.344 processos concluídos em 2025 superam os 6.667 registados em 2024 e quase multiplicam por quatro os dados de 2019, ano em que apenas 2.123 residentes na Galiza tinham acedido à cidadania.

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