Nasci na Corunha em 1972. No Liceu Salvador de Madariaga fui aluna de António Gil, mestre no pensar a língua e a literatura, referente do compromisso cívico do professor. Estudei Filologia na minha cidade. Formalmente sou professora de Espanhol / Língua Estrangeira na escola pública portuguesa desde o ano 2000. Na realidade sou professora de Gramática, saber e ofício que vou aprendendo e aprofundando ano após ano. Exerci a minha profissão no Algarve, no Alentejo e em Lisboa. Atualmente trabalho na biblioteca da Escola Secundária da Ramada, concelho de Odivelas. Sou filha de uma bordadeira e de um tipógrafo, neta de uma lavadeira e de uma mariscadora, sobrinha de um preso político franquismo, irmã de uma mestra. Aprendi o hino galego ouvindo-o em manifestações e outros atos de afirmação cívica e democrática nos quais, sendo meninha, estive presente da mão da minha mãe, Antónia. Com a perspetiva que me dão os anos vividos, afirmo que aprendi desde muito cedo a identificar e ocupar as oportunidades e espaços de liberdade que a vida vai oferecendo, princípio que proclamo agora conscientemente, até para não ficar paralisada no medo e no desânimo. Por este primado da liberdade e também pela responsabilidade de estar ao serviço do próximo, fui-me ligando a várias associações e movimentos cívicos: a Associação Galega da Mulher em 1993, verdadeira escola de humanismo na minha formação, a Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa em 2011, graças à qual encontrei uma via para ligar-me ao reintegracionismo militante, e a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta em 2014, ONG de defesa de direitos das mulheres nascida no rescaldo do 25 de abril, para mim escola de pensamento e ação política internacionalista. Sou académica de número da Academia Galega da Língua Portuguesa – AGLP. Organizei duas edições do Encontro de Mulheres da Lusofonia. Mulheres, territórios e memórias, resultante da parceria entre a AGLP e a UMAR. O Encontro de 2018 contou com o apoio da CPLP. Desde 2014 faço parte da equipa que organiza as Jornadas Galego-Portuguesas de Pitões das Júnias, Montalegre. Com o apoio da UMAR, participei na criação e implementação do Grupo de ajuda mútua a mulheres com cancro de mama durante a pandemia. No final do dia, e também no início, sou poeta galega. Atualmente faço parte da equipa De Norte a Sul | Maria DoVigo sustenta a coluna de opinião Avenida Atlântica




