A loucura de rejeitar o paraíso ou a retirada dos invasores?

As direitas têm partilhado e usado a cartilha, segundo a qual o ímpeto migratório ocorrido em Portugal e na União Europeia faz parte de uma qualquer “invasão”, maquinada para destruir os valores europeus, ocidentais e cristãos. O conto de crianças é simples: vivíamos todos em paz, num paraíso à beira-mar plantado, habitação barata, serviços públicos de topo e salários invejáveis. Até que chegaram os invasores! Como explicar então, à luz desta narrativa, que o clube exclusivo e o jardim dos prazeres, de repente, se vejam confrontados com uma realidade em que os brasileiros desaparecem da lista de inscritos na Segurança …

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Venham de lá as bandeirinhas , que o resto já se foi!

Comecemos pelo geral: um país cheio de potencial, detentor da maior área exclusiva marítima da União Europeia, senhor de uma história antiga, rica e inigualável, para mais se considerada a sua reduzida dimensão, é mesmo assim incapaz de gerar as políticas, económicas e sociais, que o catapultem para um lugar honroso na EU. Dos salários à habitação, da saúde à educação, não são apenas os níveis medíocres obtidos em muitas das áreas que dizem respeito ao indivíduo comum, ao português. É, apesar de tudo, a degradação dos patamares eventualmente atingidos e que, malogradamente, mesmo assim, representaram enormes avanços nos últimos …

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A Traição de uma história de liberdade

Não se pode dissociar o que está a suceder em Portugal com os serviços públicos, a segurança social ou o pacote laboral das conhecidas pretensões da direita portuguesa, relativamente à Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976. A CRP, na versão de 1976, foi o resultado de uma relação de forças estabelecida com o 25 de Abril de 1974 e que encontrou respaldo na letra da lei fundamental. Com todas as tropelias já sucedidas na data da aprovação do texto constitucional, entre elas o 25 de Novembro e o fim do PREC, a Constituição da República …

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O “Pacote Laboral” reduz o trabalhador ao estado de menoridade mental

À medida que o governo português vai fazendo o seu caminho, no sentido da aprovação da proposta legislativa, que designou como “trabalho XXI”, seria de extrema importância que a Imprensa promovesse um debate público sobre as consequências para a generalidade dos trabalhadores, as suas famílias e a sociedade em geral, no caso de se materializarem os intentos de Palma Ramalho e de quem ela representa. Ao invés do apagão quase geral que se tem produzido e, quando assim não é, da discussão mesquinha, como se tudo se tratasse de um mero braço de ferro entre governo e sindicatos, o trabalho …

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