Hoje perguntei ao Fernando Leite, de Fafe, a que horas começara o dia. Respondeu que às três da manhã, porque os animais não esperam pelo nascer do sol nem pelas comodidades de quem vive longe da terra. Depois perguntei-lhe se vinha à procura de taças. Disse apenas, “vamos lá ver”, como quem sabe que o trabalho nunca dá direito a certezas, apenas à consciência de ter feito o que devia. Falámos da raça barrosã. Quis saber porque permanecia fiel a ela quando tantas outras prometem mais rendimento. Olhou para mim com alguma estranheza, como se a pergunta trouxesse já a …
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