Parte I Há uma ficção tão bem contada que ninguém a questiona. Não é a Bíblia. Não é o Senhor dos Anéis. Não é o último romance que te venderam como a voz de uma geração. É o capital. O dinheiro. A ideia de que um pedaço de papel ou um número num ecrã vale alguma coisa. Vale porque concordamos que vale. No dia em que deixarmos de concordar, é papel. E o ecrã apaga-se. Tudo o que sustenta a tua vida assenta numa ficção colectiva. O banco onde guardas o dinheiro não o tem. Emprestou-o. A nota que tens …
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