Cada época produz as suas próprias formas de racionalidade. Durante séculos, as sociedades ocidentais depositaram a sua confiança na razão humana como instância encarregada de interpretar a realidade e orientar a ação individual e coletiva. Hoje, porém, parece estar a emergir uma nova forma de racionalidade, um tecno-logos baseado na capacidade dos sistemas digitais e da inteligência artificial para analisar a informação, realizar previsões e prescrever os comportamentos. Cada vez com maior frequência, são os algoritmos que nos indicam que conteúdos consumir, que rota seguir, que produto comprar ou que decisões são as mais convenientes. A sua presença estende-se também …
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