«E tu, ainda estás por cá?» Há perguntas que trazem uma classificação dentro. O «ainda» faz quase todo o trabalho: sugere que a pessoa se demorou, que haverá de perceber, mais cedo ou mais tarde, que está na altura de ir. Pode ter emprego, projetos, uma vida de que gosta. Mas está por cá. Ainda. A quem partiu perguntamos como corre a vida. A quem ficou pedimos, muitas vezes sem dar por isso, uma explicação. Conheço bem o orgulho com que se fala dos filhos da terra que fizeram carreira longe. É um orgulho justo. O que me inquieta é …
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