Muriel Barbery, por boca dessa agente encoberta da civilização que é a sua personagem Renné Michel, cita uma passagem dialogada dum filme de Yasujirō Ozu: (Pause) Dans l’ancien Japon, il y a de belles choses. (Pause) Sorvo no café. Que saudade. A beleza dos objetos de antes, feitos a mão, com cuidado, por bons artesãos. Os objetos, os textos, os desenhos, o trato, a alimentação, as interações e até as ideias, diria eu. A civilização enfim que estamos a perder, sugerida a exótico entre duas pausas (as pausas destas cenas são importantes como suspiros). Na trégua fresca das primeiras horas …
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