Conheci o poeta Reginald Dwayne Betts aos poucos, como se houvesse ali um conceito demasiado revolucionário a precisar de ser recebido em doses devagarinhas. Certa vez criminoso, depois recluso, agora advogado de formação, mas também ativista e sobretudo poeta, constrói a sua poesia em torno da experiência da vida. A sua experiência, antes de qualquer outra, mas também a da condição humana no sentido mais amplo, abraçando o erro, a identidade, o questionamento, a memória, a sobrevivência, a redenção. Mas escrever poemas não é o único caminho por onde Dwayne Betts vive a poesia: ele também é bibliotecário. O meu …
Continue lendo

