imagem de Oleiro a trabalhar- fotogaleria Alberte Paz

Mãos de estirpe

Mãos e alma que transformam a argila. Mãos ferramentas primordiais desgastadas pelo tempo e pelo trabalho. Mãos repletas da sabedoria de uma estirpe que transcende as palavras. Mãos que sentem a textura, controlam a força e modelam a forma. Mãos que aprimoram. Mãos-ponte entre o tosco e o belo. Mãos que transformam o barro telúrico que atravessa milénios. Cada dobra, cada sulco, cada mancha de barro nas mãos de um oleiro contam uma história de meditação e de conexão matéria-espírito. Lentes de fotógrafo que capturam a beleza e revelam a paixão que permeia cada etapa do processo. Lentes vítreas ao …

Continue lendo
alminhas

As Alminhas: uma leitura etnológica

As alminhas constituem uma das expressões mais significativas da religiosidade popular no espaço cultural galego-português. Presentes sobretudo em zonas rurais do norte e centro de Portugal e em grande parte da Galiza,estas pequenas construções devocionais — nichos, capelinhas ou painéis — são dedicadas às almas do Purgatório e fazem parte da paisagem simbólica das comunidades desde, pelo menos, a Idade Moderna. A origem das alminhas está intimamente ligada à consolidação da doutrina do Purgatório, difundida pela Igreja Católica a partir da Baixa Idade Média e reforçada após o Concílio de Trento (século XVI). A ideia de um espaço intermédio de purificação …

Continue lendo