Já são consideráveis as filas de pessoas que, civilizadamente, se organizam para esperar pelas várias linhas de autocarro que confluem e partem da estação da Casa da Música, no Porto, a uma segunda-feira, às 7 da manhã.Vão, umas quantas, atravessar a ponte da Arrábida, para sul, nota-se nas faces o despertar já cansado, e a semana está só no começo. São, na maior parte, homens. Jovens. Africanos subsaarianos, africanos magrebinos, brasileiros, alguns asiáticos. Calados, cabisbaixos, humildes, trabalhadores, um fala comigo a custo, quando lhe dou o lugar na fila, porque, digo-lhe, ele já ali estava, só que na fila errada. …
Continue lendo
