O fôlego da liberdade

EDITORIAL | Hoje, 25 de abril, nascemos como jornal e como compromisso. Não estamos apenas a somar uma voz à entropia mediática contemporânea. Estamos a tentar construir um espaço de convergência e um projeto comum. O De Norte a Sul surge em abril como rebento em flor para contribuir a atualizar esse espaço atlântico que desafia fronteiras. Nós não iremos encerrar-nos num regionalismo eurocéntrico. Olhamos também de Sul a Norte, para o sul global e para as terras com que partilhamos o mar, não como periferias mas como centros de novos significados e de dilemas fraternos. Vivemos tempos de confusão …

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A Entrevista | Castro Carneiro:”A PIDE, ou sabia de tudo, ou andava a dormir”

Castro Carneiro, o capitão que fez Abril no Porto: “A PIDE, ou sabia de tudo, ou andava a dormir” É uma das grandes histórias que as luzes da história menos têm iluminado. O 25 de Abril de 1974 aconteceu muito além de Lisboa. Implicou um planeamento militar que cobriu todo o país. A norte, foi fundamental a participação de várias unidades, tendo a estratégia do Movimento dos Capitães passado pela neutralização dos elementos-chave da hierarquia e pelo domínio de unidades que poderiam pôr em causa o sucesso do golpe. Assinalando a data em que se estreia, De Norte a Sul …

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A Primavera dos coros – Crónica dum movimento

No dia 25 de Abril de 2025 nasceu em Portugal o Movimento Primavera de Coros, através de um passa-palavra num grupo de WhatsApp, criado por Matilde Simões artista, ativista e coralista do Coro das Mulheres da Fábrica. Uniram-se mais de 40 Coros de música tradicional portuguesa, de Norte a Sul. O motivo deste encontro foi uma dor comum: a tentativa de descredibilizar os valores de Abril, alterar a Constituição Portuguesa e destruir a Democracia e a suas instituições. Centenas de pessoas de diferentes coros cantaram em frente à Assembleia da República enquanto os deputados saiam após a sessão solene, mostrando …

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Imagem da assembleia da ONU com Lula a ser reproduzido em dois ecrãs enquanto está a falar

A Escravatura como o Maior Crime contra a Humanidade

O Mundo em Língua Portuguesa Opina, uma rúbrica mensal de Paulo Lamas Contexto: O que foi votado? No dia 25 de março de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução histórica que declara o tráfico transatlântico e a escravatura como o “crime mais grave contra a humanidade”. A proposta, impulsionada pelo Grupo Africano, vai além do simbolismo: insta os Estados a apresentarem pedidos de desculpas formais e a estabelecerem mecanismos de justiça reparatória, que podem incluir desde o cancelamento de dívidas externas até à devolução de património cultural saqueado durante o período colonial. Reação no Espaço Lusófono …

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