EDITORIAL |
Hoje, 25 de abril, nascemos como jornal e como compromisso. Não estamos apenas a somar uma voz à entropia mediática contemporânea. Estamos a tentar construir um espaço de convergência e um projeto comum.
O De Norte a Sul surge em abril como rebento em flor para contribuir a atualizar esse espaço atlântico que desafia fronteiras. Nós não iremos encerrar-nos num regionalismo eurocéntrico. Olhamos também de Sul a Norte, para o sul global e para as terras com que partilhamos o mar, não como periferias mas como centros de novos significados e de dilemas fraternos.
Vivemos tempos de confusão entre jornalismo e empresas de comunicação, entre informação e propaganda, tempos em que a velocidade atropela a veracidade e o clique substitui a reflexão. O nosso quer ser um jornalismo de lume brando, com a bússola da ética como prática. Jornalismo a separar o facto da opinião, ética para nunca colocar a notícia de costas ao ser humano.
O nosso alinhamento editorial é com o humanismo que coloca a pessoa no centro da narrativa. Acreditamos num jornalismo que defende a dignidade, que promove justiça social e que da voz àqueles que o sistema silencia.
Somos humildes mas também ambiciosos. Sabemos que um projeto deste tipo só ganhará autoridade através da confiança conquistada, edição após edição, buscando permanentemente nos aproximar da verdade. Queremos ouvir os nossos leitores, fomentar o debate e ser o espelho de uma sociedade profundamente enraizada na terra, mas que também sabe abraçar e se aventurar ao mar.
O caminho é longo, o desafio é ilimitado, mas o horizonte é claro. O De Norte a Sul começa hoje a escrever a sua história, uma história que só fará sentido se for escrita em conjunto com quem acredita que a informação de qualidade é o fôlego da liberdade.
Sejam bem-vindas.

