Quando tentamos definir a saudade, a sua natureza inefável é a primeira a revelar-se. Assim, uma pessoa saudosa, confrontada com a questão, mal conseguirá explicar o que sente. No seu livro Filosofia da Saudade, Ramon Pinheiro refere-se a ela como um traço característico da personalidade de um povo ou, por assim dizer, de uma “comunidade espiritual” — o grande mistério galaico-português. Contudo, é mais habitual que sejam os forasteiros a atribuir uma alma comum aos naturais de outro país. Nesse sentido, a abundância de clichés sobre os galegos não deixa lugar a dúvidas quanto à sua singularidade. Um dos mais …
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