Brolhom: um santuário para morcegos no sopé do Courel

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Redação |

A Póvoa do Brolhom acolheu a iniciativa “Noite dos Morcegos”, um evento dedicado à sensibilização ambiental e ao conhecimento destes mamíferos.

A organização esteve a cargo da associação ADEGA, contando com o apoio estratégico da Câmara Municipal e da Confederação Hidrográfica do Minho-Sil. A jornada promoveu o contacto direto da comunidade com a biodiversidade local, reforçando a importância da conservação dos ecossistemas fluviais e da fauna noturna da região.

O programa incluiu a palestra “Os quirópteros e o bosque de ribeira”, que foi ministrada por Xosé Pardavila, licenciado em Biologia Animal pela Universidade de Santiago de Compostela e membro da Sorex, Ecoloxía e Medio Ambiente SL.

Dando continuidade ao programa, foi realizado uma monitorização de morcegos após uma sessão de captura e observação de morcegos na confluência dos rios Sáa e Rubinos. A espécie mais abundante na região é o morcego-de-água (Myotis daubentonii), no entanto, as margens destes dois rios também são frequentadas pelo morcego-anão (Pipistrellus pipistrellus).

O município da Póvoa do Brolhom tornou-se um ponto estratégico para a conservação de quirópteros na Galiza. A Cova das Choias, situada no concelho, abriga as maiores colónias galegas de duas espécies vulneráveis: o morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii) e o morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum).

Para garantir a preservação destes mamíferos, a entrada da cavidade foi isolada com uma vedação metálica. A medida, impulsionada pela Associação Drosera para o Estudo e Conservação dos Quirópteros em parceria com o poder local, visa impedir perturbações humanas nas colónias. A iniciativa reforça a importância da cavidade como um refúgio vital de uma das maiores colónias galegas de morcegos.

A ação integra-se no Projeto Rios, uma iniciativa da Associação para a Defesa Ecológica da Galiza que visa a intervenção socioambiental através do voluntariado e da educação. O programa foca-se na conservação de ecossistemas aquáticos, atribuindo a cidadãos a responsabilidade direta pela vigilância de troços fluviais.

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