Criminalidade digital avança

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Redação |

De acordo com os dados do Relatório Anual de Segurança Interna, a criminalidade informática em Portugal registou um aumento de 13,4% em comparação com 2024. O número de arguidos subiu 28,5%, enquanto as detenções por criminalidade informática dispararam 88,6% face ao período anterior.

Os ciberataques em Portugal estão mais frequentes e sofisticados, impulsionados pela inteligência artificial. Segundo dados oficiais, a crescente complexidade técnica destas investidas visa prioritariamente, setores como a saúde, a administração pública e as áreas de educação e investigação.

As autoridades focam as investigações em ataques de ransomware (sequestro de dados), burlas online e esquemas de phishing (fraude por identidade falsa) e smishing (mensagens fraudulentas). O comprometimento de contas, especialmente bancárias através de engenharia social, lidera os ilícitos.

A pornografia de menores registou um aumento impulsionado pela expansão das plataformas digitais e pela facilidade de partilha de conteúdos ilícitos. O fenómeno prevalece em redes sociais e serviços de mensagens como Instagram, Facebook, WhatsApp e Telegram, além de plataformas como YouTube. O uso de serviços de armazenamento, nomeadamente Google Drive e Mega, consolidou-se também como um dos principais canais para a distribuição deste tipo de criminalidade.

Em 2025, a fraude nos pagamentos eletrónicos intensificou-se, impulsionada pela transição para a economia digital e pela exploração de vulnerabilidades em sistemas de moeda eletrónica. As autoridades destacam o carding (fraude com cartões de pagamento) e o skimming (clonagem de cartões) como métodos prevalentes.

Paralelamente, as campanhas de phishing tornaram-se mais sofisticadas através do caller ID spoofing. Nestes esquemas, criminosos manipulam o identificador de chamadas para simularem contactos de entidades bancárias, persuadindo as vítimas a validar transações fraudulentas.

Este crescimento reflete a agilidade de grupos criminosos em adaptar-se ao comportamento dos consumidores e ao progresso tecnológico. A rapidez com que detetam falhas nos serviços de pagamento exige uma vigilância redobrada, num cenário onde a engenharia social e a manipulação técnica convergem para comprometer a segurança financeira dos utilizadores.

Relativamente ao panorama da cibercriminalidade, o relatório finaliza destacando que axs fraudes com criptomoedas crescem devido a plataformas falsas e à intensa promoção online. Este cenário é agravado pela baixa literacia financeira e digital das vítimas, que sucumbem a esquemas fraudulentos neste mercado instável.

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