Entre os apelos ao consumo que promete a abundância a preços baixos e à consciência que exige preços que reflitam a dignidade do trabalho e da sustentabilidade, ficamos encurralados no dilema ético do valor que atribuímos aos bens materiais, às pessoas e ao planeta. O Black Friday e o Comércio Justo simbolizam estes dois modelos sociais. A escolha reflete uma dialética central da nossa sociedade: lucro a qualquer custo versus prosperidade partilhada e sustentável. Nos comportamentos com inclinação ao materialismo e à impulsividade do Black Friday, o indivíduo é arrastado por um querer descontrolado em detrimento do pensar e do …
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