Eclipse total em agosto

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No Parque Natural de Montesinho e cidade da Corunha o eclipse será total

Redação |

Corunha e Bragança serão os epicentros de um fenómeno histórico no próximo dia 12 de agosto. Pela primeira vez em mais de um século, a Lua ocultará totalmente o disco solar na Península Ibérica.

O próximo 12 de agosto de 2026 não será um dia de verão comum. Enquanto o sol se põe no horizonte atlântico, os habitantes do norte e leste galegos e do nordeste português serão testemunhas de um evento que não se repetia desde 1912: um eclipse solar total.

A cidade herculina terá a honra de ser o primeiro ponto da Península Ibérica a experienciar a totalidade. O fenómeno começará às 18:31/19:31 h, mas o momento alto chegará às 19:28/20:28 h. Durante exatamente um minuto e 16 segundos, a cidade da Corunha mergulhará numa escuridão absoluta em pleno pôr do sol.

O rastro da sombra lunar continuará o seu caminho para o interior, chegando a Lugo, onde a duração da totalidade será ligeiramente inferior. O resto das cidades galegas, como Vigo, Pontevedra ou Ourense, ficarão às portas da escuridão absoluta, com uma cobertura que superará os 95%.

Continuando para sul, o fenómeno será igualmente excecional. Embora na maior parte de Portugal o eclipse seja percebido como parcial, existe um recanto privilegiado onde a Lua também vencerá a batalha contra o Sol: o Parque Natural de Montesinho, em Bragança.

Nesta faixa do nordeste transmontano, o dia transformar-se-á em noite durante aproximadamente 26 segundos. No resto do país, as percentagens de ocultação serão no Porto, 98,2% de obscurecimento, em Lisboa, 94,5% e, em Faro, 92,7%.

O eclipse iniciará a sua viagem às 16:34/17:34 h no Mar de Bering e percorrerá zonas despovoadas da Gronelândia e Islândia antes de “aterrar” no norte peninsular. O fenómeno terminará por volta das 20:58/21:58 h em pleno Oceano Atlântico.

A elevada percentagem de cobertura permitirá experienciar efeitos físicos que vão além do visual. A descida da temperatura do ar será perceptível e a reação dos animais, que tendem a recolher-se ao pensar que anoitece, será um dos momentos mais impactantes. Ao ocorrer ao final da tarde, com o Sol já próximo do horizonte, a costa atlântica oferecerá uma imagem fotográfica sem precedentes, desde que as habituais névoas de agosto não marquem presença.

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