Redação | Dez anos após a sua publicação original, Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo, regressou no passado mês de maio às livrarias numa nova versão em novela gráfica. Ilustrada por Júlia Barata, a adaptação reabre o debate sobre o racismo e colonialismo português em Moçambique. Editado pela Caminho, o livro foca-se na infância e pré-adolescência da autora na antiga Lourenço Marques, durante o período que antecedeu a independência de 1975. Através deste relato, cruza-se a crueza da memória colonial com a complexa relação pessoal entre a escritora e o seu pai. A figura paterna personifica o colono trabalhador, …
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