Parlamento galego chumba uma iniciativa a favor da igualdade no remo feminino. Proposta foi rejeitada pelos votos contra do Partido Popular. A proposta defendia distâncias iguais nas provas, paridade salarial e financiamento para material adaptado às atletas.
Redação |
No passado 29 de abril, o Bloco Nacionalista Galego registou uma iniciativa no Parlamento para acabar com as desigualdades na Federação Galega de Remo. A proposta incluía a implementação da igualdade nas distâncias percorridas na liga feminina e a garantia das mesmas retribuições económicas entre géneros. Além disso, a iniciativa previa a concessão de ajudas financeiras para a aquisição de material adaptado às necessidades das atletas.
O plano contemplava ainda uma ronda de contactos diretos com os clubes para assegurar a aplicação destas medidas, visando erradicar as desigualdades estruturais existentes na Federação Galega de Remo e promover um desporto mais justo e igualitário.
Nas localidades costeiras galegas, o remo transcende a competição para se tornar um fenómeno social e as competições de traineiras mobilizam vilas inteiras. Desportivamente, a Galiza é uma potência internacional tanto no banco fixo quanto no banco móvel, contando com clubes históricos como Cabo da Cruz, Samertolameu, Amegrove, Esteirana, Mecos, Chapela ou Tirám, entre outros.
A iniciativa foi finalmente rejeitada pelos votos contra do Partido Popular, com maioria absoluta no hemiciclo.

