Varge, nordeste transmontano, 25 de Dezembro de 1999. Depois da missa de Natal, e sob forte chuva, os rapazes mascarados desfiam as loas, uma modalidade de crítica social. Atrás dos caretos, o povo – expressão materializável no conjunto vicinal. Aqui, cada aldeia é um povo, e todos os vizinhos, salvo os enluta dos, são conduzidos para ouvir as loas. À chuva, procuram pontos altos onde a vista seja melhor, e riem. Durante este momento do ciclo do Inverno os moços são investidos de autoridade para criticar. Após uma fórmula de saudação, seguem-se três ou mais loas. Uma envolve o espalhafato, …
Continue lendo
