duas crianças carregando tijolos à cabeça no Nepal

ONU e OIT alertam sobre crescimento da exploração

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Redação |

O Dia Internacional da Abolição da Escravatura serviu como um alerta urgente sobre a escalada global da escravidão moderna, afetando cerca de 50 milhões de pessoas atualmente.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para uma ação global imediata e coordenada que proteja estas vítimas. Dados recentes da Organização Internacional do Trabalho revelam um agravamento significativo.

Em 2021, 27,6 milhões de indivíduos estavam em regime de trabalho forçado, um aumento de 2,7 milhões desde 2016. Este crescimento é largamente atribuído à exploração por agentes privados.

A escravidão moderna é um termo vasto que engloba a servidão por dívida, a exploração laboral, o tráfico de pessoas, o casamento forçado e a exploração sexual, todas marcadas por coerção, violência ou abuso de poder.

Esta exploração não só destrói vidas, mas também financia a criminalidade: o trabalho forçado gera 202,65€ em lucros anuais para a OIT.

Estes valores são provenientes de salários roubados, que fortalecem redes criminosas, diminuem receitas fiscais e perpetuam ciclos viciosos de abuso.

Por sectores, destacam a indústria, serviços, agricultura, trabalho doméstico e exploração sexual, alcançando todas as regiões do mundo, com a maior prevalência nos estados árabes.

A ONU identifica que, para além das formas tradicionais, a exploração está a manifestar-se em novas dinâmicas, impulsionadas por migrações, conflitos armados e desigualdades económicas globais.

O trabalho Infantil persiste a afetar uma em cada dez crianças no mundo, muitas vezes em atividades perigosas que comprometem o seu desenvolvimento.

Quanto ao tráfico de pessoas, a prática de recrutamento, transporte ou acolhimento para fins de exploração continua disseminada.

Com a aproximação do centenário da Convenção da Escravatura em 2026, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que construir “um mundo assente na liberdade, dignidade e justiça para todos” é um compromisso partilhado.

Este ideal deve ser a bússola para a ação global, protegendo os milhões de pessoas que continuam privadas dos seus direitos fundamentais e da sua humanidade.