Vivemos rodeados de ruído. Não apenas o ruído das cidades, mas o ruído permanente das notificações, das opiniões instantâneas, das urgências artificiais. O mundo moderno não nos deixa em paz — e talvez seja esse o seu maior triunfo e o seu maior fracasso. Nunca estivemos tão ligados; nunca estivemos tão pouco presentes. Ler um livro tornou-se um desafio. Ouvir uma música até ao fim, um exercício de resistência. Apreciar uma obra, uma paisagem, uma ideia, exige hoje algo raro: silêncio interior. Não apenas a ausência de som, mas a calma necessária para estar verdadeiramente ali, sem pressa de chegar …
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