Pessoa a ler em braille

Prémio destinado a pessoas com deficiência visual

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Redação |

O Prémio Branco Rodrigues visa incentivar a produção literária e científica de cidadãos com deficiência visual, premiando o autor do melhor trabalho publicado no período. O concurso admite obras escritas em língua portuguesa publicadas no último triénio e sem prémios anteriores atribuídos. Na sua 14.ª edição, a Biblioteca Nacional de Portugal, em colaboração com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, assinala o centenário da morte de José Cândido Branco Rodrigues.

Na última edição, realizada em 2023, o Prémio Branco Rodrigues foi entregue a Rui Pedro Candeias Jacinto, pela obra Alcácer do Sal e as relações com o Sado no primeiro quartel do século XX: continuidade ou rutura?O registo histórico revela momentos de rigorosa exigência, como na 12.ª edição, em que o júri optou pela não atribuição do prémio.

Recuando no tempo, a 11.ª edição (2017) distinguiu António José Mourão pelo trabalho O João e o Mocho: A vida é uma Aventura e na 10.ª edição (2014), António José Pinão Martins venceu com o estudo Actividade Onírica e Estado de Cegueira.

Nas edições anteriores, destacaram-se Isidro da Eira Rodrigues (9.ª edição, 2011), com uma investigação sobre a acessibilidade dos deficientes visuais à educação e cultura, e Fernando José de Abreu Matos (8.ª edição, 2008), que analisou o financiamento de organizações tiflológicas.

José Cândido Branco Rodrigues foi o responsável pelas primeiras impressões e a introdução do sistema Braille na Associação Promotora do Ensino dos Cegos e o mentor do Jornal dos Cegos (1895-1920). O seu empenho foi também político e estrutural, sendo decisivo para a legislação que oficializou o ensino especial em 1894 e para a criação de instituições pioneiras como o Instituto de Cegos Branco Rodrigues, em Lisboa, o Instituto São Miguel, no Porto, e as Oficinas Branco Rodrigues, em Castelo de Vide.

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