Boicote ao Eurovisão ganha força

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A menos de duas semanas, mais de 1.100 artistas recusaram-se a continuar branqueando genocídio israelita e apelam ao boicote da Eurovisão. Festival aceitou representação de Israel ao mesmo tempo que proibiu a participação da Rússia.

Redação |

A iniciativa No Music for Genocide foi lançada em setembro de 2025 por músicos e companhias discográficas para protestar contra o genocídio de Israel na Palestina. Quando faltam menos de duas semanas para o festival, mais de 1.100 artistas e trabalhadores culturais aderiram ao boicote até que a União Europeia de Radiodifusão proíba a emissora israelita conivente KAN.

O apelo é subscrito por artistas portugueses ex-participantes da Eurovisão como Iolanda, Cláudia Pascoal, Carlos Mendes, Ella Nor, Vasco Duarte, Beatriz Pessoa e Elisa.

A lista inclui ainda Ana Bacalhau, Ana Deus, Ana Lua Caiano, Calcutá, Celina da Piedade, Cristina Branco, Fado Bicha, Femme Falafel, Francisca Cortesão, Jorge Palma, José Peixoto, Linda Martini, Luanda Cozetti, Mayra Andrade, Omiri, Passo Real, Pedro Coquenão, Pop Dell’Arte, Sensible Soccers, Stereossauro, The Legendary Tigerman, Vaiapraia ou Xullaji entre muitos outros.

Após a retirada da Espanha, Irlanda, Islândia, Eslovénia e os Países Baixos, 34 emissoras confirmaram a sua participação na 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção. O evento decorrerá em Viena a 16 de maio, sendo organizado pela União Europeia de Radiodifusão em conjunto com a estação pública austríaca Österreichischer Rundfunk.

Os Bandidos do Cante, originários de Beja, representarão Portugal no Festival Eurovisão da Canção. O grupo conquistou a vitória no Festival RTP da Canção com o tema “Rosa”, destacando-se pela sonoridade que funde o Cante Alentejano com elementos contemporâneos.

O No Music for Genocide foi impulsionado por artistas como Brian Eno, Sigur Rós, Young Fathers, Peter Gabriel e Massive Attack. O manifesto reúne também as discográficas All Saints Records e Angels Records (britânicas), Arbutus Records e Constellation Records (canadenses), Bayonet Records e Topshelf Records (norte-americanas), além da PAN Records (alemã) e Tambourhinoceros (dinamarquesa), consolidando uma frente global contra a violência.

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