PM português e presidente espanhol num aperto de mãos

AECT Rio Minho desapontada com Cimeira Luso-espanhola

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Questões prementes como combate ao assoreamento, o controlo de espécies invasoras e a gestão de caudais, questões consideradas vitais para a preservação estrutural do rio foram ignoradas. AECT lamenta não ter havido abertura para respostas estruturais

Redação |

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho lamentou publicamente o desfecho da XXXVI Cimeira Luso-Espanhola. A AECT expressou desapontamento pelo facto de a Declaração Conjunta do encontro não contemplar respostas estruturais para os problemas que afetam o rio Minho.

Em setembro de 2025, o AECT Rio Minho solicitou formalmente a inclusão de temas prioritários na agenda da Cimeira. O agrupamento defende medidas urgentes destacando o combate ao assoreamento, o controlo de espécies invasoras e a gestão de caudais, questões consideradas vitais para a preservação estrutural do rio.

A entidade exigiu a clarificação jurídica da gestão comum e a criação de instrumentos operacionais. O organismo defende ações concretas, como dragagens, monitorização científica do ecossistema e uma gestão sustentável dos caudais para garantir a preservação do território.

Carpinteira – Diretor do AECT e Presidente da Câmara de Valença

José Manuel Vaz Carpinteira – Diretor do AECT e Presidente da Câmara de Valença – lamentou que as propostas concretas do território, apresentadas de forma unânime, tenham sido ignoradas. Para o dirigente, embora o documento conjunto reconheça a importância dos agrupamentos de cooperação, não houve abertura para as respostas estruturais e a coordenação efetiva entre Estados que o rio Minho exige com urgência.

O AECT reafirma em comunicado que manterá estas prioridades no centro do debate institucional. A organização assegura que continuará a pressionar organismos, promovendo as iniciativas necessárias para que os problemas identificados no troço comum do rio obtenham soluções concretas.

O agrupamento reforça que o rio Minho é um dos espaços mais dinâmicos e humanizados da Península Ibérica. Sendo um pilar da identidade cultural e um recurso vital para a economia das comunidades ribeirinhas, o AECT considera imperativo que os estados elevem estes desafios ao topo das suas agendas. A organização insta os governos estatais a agirem com determinação na criação de mecanismos de cooperação para sair das intenções e avançar para a implementação de soluções sustentáveis concretas e duradouras.

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