Escolhi viver em galego não só como língua familiar e social mas também como língua literária. Cedo senti o apelo da literatura portuguesa não só por necessidade de regeneração gramatical e semântica da minha língua mas também pelo alargamento de horizonte simbólico, metafórico e temático que me permitia. O meu primeiro encontro, que devo à minha professora de Língua Espanhola do então 1º de BUP, foi com o Bichos de Miguel Torga, ao que se seguiu, já por minha conta, O primo Basílio. Lembrei essa minha primeira leitura do Eça na visita à exposição sobre Eça e Os Maias que esteve patente na Fundação Gulbenkian de Lisboa há …
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