Há bastante hábito de falsos debates, que —mais do que resolver um eventual problema— servem para luzir interesses ou galas das pessoas intervenientes. O assunto do turismo é um deles. Colocam-se as cousas em termos maximalistas: turismo, sumariamente sim, porque é riqueza e a gente tem que ter meios para viver; turismo não porque, definitivamente, é intrinsecamente tóxico e afeta sempre de modo negativo a gente nos seus modos de vida. Já definir ‘turismo’ e ‘gente’ não é tarefa fácil. Ao lado desse simplismo habita outro: nem tanto nem tão pouco, que é não dizer nada, ao menos a priori, e que beneficia da …
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