A Inteligência Artificial entrou na escola sem pedir licença. Não passou pela porta principal, nem esperou por regulamentos ou consensos pedagógicos. Instalou-se nos telemóveis, nos computadores, nas mochilas invisíveis dos alunos. E, como sempre acontece quando a tecnologia avança mais depressa do que a reflexão, o primeiro sentimento foi o medo. Pais receiam que os filhos deixem de pensar. Professores interrogam-se sobre a autenticidade dos trabalhos. Escolas procuram regras para distinguir o esforço genuíno da facilidade artificial. A pergunta repete-se, com ansiedade legítima: como saber o que foi feito pelo aluno e o que foi feito pela máquina? Mas talvez …
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