imagem de satélite da penínsulla com tormentas

Janeiro de 2026 sob o domínio das depressões

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Redação

A faixa atlântica ibérica enfrentou um início de ano meteorologicamente extremo, marcado por uma sucessão quase ininterrupta de depressões que colocaram as autoridades portuguesas e galegas em alerta máximo. Sob a influência direta das depressões Francis, Goretti, Ingrid e Joseph, o mês de janeiro de 2026 consolidou-se como um dos mais chuvosos das últimas décadas na fachada atlântica.

Na Galiza, a precipitação acumulada situou-se acima dos valores normais, registando-se uma média regional de 310 l/m². A persistência das frentes atlânticas, que chegaram sem pausa após a primeira semana do mês, foi particularmente severa nas serras litorais e no oeste da Corunha, onde os acumulados atingiram 700 l/m².

O impacto das tempestades Ingrid e Joseph forçou a ativação de avisos vermelhos em território galego. Enquanto a borrasca Ingrid fustigou o litoral com alertas marítimos nos dias 22 e 23, a borrasca Joseph fez história: no dia 26 de janeiro, a MeteoGaliza ativou, pela primeira vez na sua história, um aviso vermelho por precipitação acumulada no interior de Ponte Vedra.

Por sua parte, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera confirmou que este foi o segundo janeiro mais chuvoso desde o ano 2000. Com um total de 233,4 mm de precipitação, o país registou cerca do dobro do valor médio histórico para o período.

A par da chuva, o vento extremo causou destruição significativa. A tempestade Kristin registou rajadas de 156 km/h em Leiria, com valores superiores a 130 km/h a afetarem também Coimbra e Castelo Branco.

No que toca às temperaturas, janeiro registou uma temperatura média de 8,75 ºC na faixa atlântica. Enquanto a Galiza apresentou um valor de 8,3 ºC, Portugal continental registou uma média superior de 9,2 ºC.