foto de família da Assembleia Geral do Eixo

Eixo Atlântico aprova plano de ação para 2026

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Redação |

Realizada na Corunha, a XXXIV Assembleia Geral do Eixo Atlântico aprovou o orçamento – no valor de 5.538.900 € – e o programa de ação da entidade para 2026. O encontro, que contou com as 41 entidades que integram a instituição, definiu o acesso à habitação, os fluxos migratórios e o combate à pobreza e à exclusão social como as grandes prioridades da agenda para o próximo ano.

Estes desafios servem de base ao plano de atividades para 2026, que procura fortalecer a coesão social e territorial perante o atual cenário internacional. O planeamento organiza-se em três pilares — sustentabilidade urbana, desenvolvimento económico e social — priorizando a integração de migrantes, a justiça social e o acesso a habitação digna. Estão ainda previstas ações culturais, educativas e desportivas, além de projetos de inovação social e turismo de autor.

A atualização da Agenda Urbana, a monitorização do Mapa de Infraestruturas e o planeamento urbano sustentável surgem como prioridades estratégicas. Estas são ferramentas essenciais para atenuar desigualdades e combater a pobreza nos municípios que integram o Eixo Atlântico.

Durante a Assembleia, o ex-Presidente do Governo Galego, Fernando González Laxe, apresentou o Relatório Socioeconómico de 2024, focado no abastecimento e na segurança alimentar dos municípios do Eixo. Na sua intervenção, sublinhou o valor estratégico e o forte impacto económico e social das pescas e da indústria agroalimentar para o território para o Norte de Portugal e a Galiza. Laxe analisou as tendências de consumo atuais, destacando o crescente individualismo, a segmentação do mercado e a procura por produtos naturais, locais e funcionais, sem esquecer a relevância dos alimentos processados e das refeições prontas.

A estratégia de cooperação internacional foi robustecida através da consolidação de relações em diversos países latinos e em Cabo Verde, bem como pelo reforço da colaboração com entidades de referência como o Instituto Camões e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional Feminista para o Desenvolvimento.

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