o professor a mostrar o diploma do prémio

Professor Carlos Lopes recebe prémio Amílcar Cabral

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Redaçao |

No passado 26 de janeiro, o Reitor da Universidade de Cabo Verde, José Arlindo Barreto, distinguiu o Professor Carlos Lopes com o Prémio Amílcar Cabral. A cerimónia reuniu o Presidente José Maria Neves, representantes do corpo diplomático, dirigentes universitários, docentes, estudantes e parceiros institucionais.
Este reconhecimento celebra a trajetória intelectual de Carlos Lopes e a relevância do seu pensamento crítico no despertar da consciência emancipatória no Sul Global. Do mesmo modo, o prémio sublinha os contributos do homenageado no impacto no desenvolvimento, na justiça social e nas dinâmicas de governação mundial.


Carlos Lopes, atualmente, divide sua atuação entre a vida académica, como professor na Nelson Mandela School, na África do Sul, e a diplomacia, servindo como Alto Representante da União Africana para as Negociações com a Europa. Entre as suas obras recentes, destacam-se títulos fundamentais como África em Transformação: Desenvolvimento Económico na Era da Dúvida e Mudança Estrutural em África. Em A Armadilha do Auto-Engano.
O elogio ao laureado foi proferido pelo professor Daniel Medina no Centro de Convenções da Uni-CV. e caracterizou a entrega do prémio como um ‘manifesto intelectual e ético’ da universidade cabo-verdiana. O professor Medina também destacou que a distinção exalta um pensamento que alia rigor e criticismo ao compromisso com a soberania do conhecimento e a construção do futuro.


Instituído pela Universidade de Cabo Verde, o Prémio Amílcar Cabral homenageia figuras e instituições com trajetórias de excelência nas áreas académica, científica, cultural ou política. A distinção celebra o compromisso com valores fundamentais como a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a dignidade humana.


O prémio inspira-se no legado intelectual e político de Amílcar Cabral, referência incontornável do pensamento crítico, da ética do conhecimento e da luta pela autonomia e autodeterminação dos povos africanos. Amílcar Cabral, principal ideólogo da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, uniu a luta armada à resistência cultural, defendendo a emancipação intelectual e a justiça social como pilares para a soberania e dignidade dos povos africanos.

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