Apresentação contará com a atuação do Coro da Achada, uma conversa intitulada “Territórios vivos contra o extrativismo” e um workshop para o Mapeamento de ameaças e resistências
Redação |
No próximo sábado, 29 de novembro, será apresentada nos Jardins da Bombarda de Lisboa, a Brava – Rede de Resistência Rural, um espaço de entreajuda que nasce para apoiar comunidades em luta contra projetos que esgotam a terra e a favor da regeneração, a justiça territorial e o cuidado mútuo.
Enquanto projetos extrativistas que avançam sobre os territórios rurais, ameaçam ecossistemas e a capacidade de autonomia e resiliência, a BRAVA, emerge como uma força de apoio para as comunidades na linha de frente da luta. Nascida da necessidade de fortalecer aqueles que se opõem à destruição ambiental e social, atua por via do empoderamento coletivo e da luta pela vida, conectando quem resiste no campo com quem pode oferecer suporte financeiro, técnico e solidário.
A rede atua no terreno contra ameaças como minas a céu aberto que engolem montanhas, mega parques solares, barragens que alagam territórios, monoculturas superintensivas, campos de golfe em zonas secas, eucaliptais sem fim ou a especulações imobiliárias que prometem progresso, mas impõem destruição
A BRAVA distingue-se pela sua metodologia ágil através de um Fundo de Resistência Rural transparente, autogerido e solidário. O modelo é baseado na auto-organização: todas as doações individuais alimentam uma conta comum. Ao atingir o valor de 3.000€, um júri composto por doadores é sorteado para deliberar sobre a distribuição dos fundos entre os pedidos de apoio recebidos, garantindo que o dinheiro chegue diretamente a quem resiste, sem burocracia excessiva.
Além do apoio financeiro direto, a BRAVA trabalha na circulação de saberes e ferramentas práticas. A rede cria e reúne recursos partilhados a partir da experiência de quem está no território, garantindo que nenhuma resistência precise começar do zero no confronto jurídico, técnico ou comunicacional.
A Rede enfatiza valores como horizontalidade, democracia e transparência radical, operando como um projeto coletivo e descentralizado. Para a BRAVA, cada vitória local contra um projeto destrutivo é encarada como uma vitória global na defesa da vida, da diversidade e do direito das comunidades de dizerem não à destruição, à ganância, à expropriação e sim à vida, à diversidade, às comunidades com raízes e poder.
À abertura da apresentação com o Coro da Achada, seguirá uma conversa intitulada “Territórios vivos contra o extrativismo” e um workshop para o Mapeamento de ameaças e resistências. O evento conta com a participação de organizações como Juntos pelo Divor, Unidos em Defesa de Covas do Barroso, Cidadãos pela Beira Baixa, Dunas Livres, Ab Initio Juntos pelo Cercal e Tirem as Mãos do Litoral Alentejano.

