mapa portugal com cores a representar as escolhas dos eleitores

António Seguro e candidato do chega disputarão segunda volta das Presidenciais

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Num universo de 11.017.133 eleitores inscritos, 5.250.099 optaram por não exercer o seu direito de voto. Pela primeira vez em 40 anos, a eleição para o Palácio de Belém não foi decidida à primeira volta.

Redação |

Os portugueses foram ontem às urnas num sufrágio histórico que confirmou a necessidade de uma segunda volta. Pela primeira vez em 40 anos, a eleição para o Palácio de Belém não foi decidida à primeira volta.

António José Seguro, antigo líder do Partido Socialista, confirmou o favoritismo das sondagens, obtendo 1.754.895 votos (31,11%). Na sua primeira reação, Seguro afirmou querer ser o “presidente da união” e apelou à concentração de votos de todos os setores democráticos para a ronda decisiva.

Em segundo lugar ficou André Ventura, com 1.326.644 votos (23,52%). O candidato do Chega conseguiu capitalizar o descontentamento e o voto no estrangeiro, onde chegou a liderar nalguns círculos.

João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, obteve 902.564 votos (16,00%), consolidando-se como a terceira força política destas eleições, à frente do Almirante Henrique Gouveia e Melo com 695.088 votos (12,32%), que não conseguiu transformar o seu prestígio militar numa votação maioritária.

Luís Marques Mendes, que chegou a ser apontado como o sucessor natural no Partido Social Democrata, ficou-se pelos 637.394 (11,30%), num resultado que reflete a fragmentação do voto no espaço do centro-direita.

No campo da esquerda parlamentar, a candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, obteve 116.303 votos (2,06%) e António Filipe, do Partido Comunista Português, recebeu 92.589 votos (1,64%). Os restantes candidatos,ficaram abaixo da barreira de 1,5%: Manuel João Vieira obteve 60.899 votos, Jorge Pinto 38.536, André Pestana da Silva 10.893 e Humberto Correia, 4.622.

Um dos dados mais marcantes da jornada eleitoral foi a taxa de abstenção, que se fixou nos 47,65%. Num universo de 11.017.133 eleitores inscritos, 5.250.099 optaram por não exercer o seu direito de voto, um número que os analistas atribuem à saturação política e à complexidade de um boletim com 11 candidatos. Os votos nulos foram 65.381 (1.13%) e os votos brancos 61.226 (1.06%)

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