cartaz do evento

Coesão e cultura marcaram Dia da Eurorregião 2025

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Redação |

A Eurorregião Galiza-Norte de Portugal assinalou oficialmente o seu Dia da Eurorregião com um conjunto de iniciativas que reafirmaram o compromisso com o desenvolvimento partilhado e as prioridades estratégicas para 2025.

A escolha desta data evoca o 31 de outubro de 1991, quando foi assinado, no Porto, o Protocolo Constitutivo da Comunidade de Trabalho Galiza – Norte de Portugal, o primeiro acordo formal de cooperação territorial galego-portuguesa.

Este momento fundador marcou o início de uma articulação política, institucional e social para 6,2 milhões de habitantes e 51 mil Km2 unidos por uma identidade partilhada, desafios comuns e uma visão conjunta de futuro.

O evento central realizou-se no passado 29 de outubro em Compostela e contou com a presença do Presidente da CCDR Norte, António Cunha, do Diretor Geral de Relações Exteriores, Jesús Gamallo, do Conselheiro de Cultura, José López, e da Presidenta do Conselho da Cultura Galega, Rosário Álvarez, incluindo a assinatura de uma declaração institucional conjunta.

O programa cultural incluiu uma conferência do historiador Ramón Villares dedicada às casas de escritores da Eurorregião seguida de uma mesa-redonda com a participação de representantes da Casa de José Régio, das fundações Rosalia de Castro e Camilo José Cela e da Casa de Camilo Castelo Branco.

O Dia da Eurorregião culminou com a entrega do Prémio Literário Nortear, galardão recebido este ano por Diana Teixeira, prémio que já recebeu mais de 550 obras de escritores entre os 16 e 36 anos num total de 11 edições, consolidando-se como um referente cultural da Eurorregião.

Na declaração institucional, os representantes galegos e portugueses manifestaram alguns compromissos, com destaque para continuarem a trabalhar no domínio do Estatuto do Trabalhador Transfronteiriço. O apoio ativo à demanda pela conexão ferroviária de alta velocidade foi também colocado, assim como a efetiva modernização do Comboio Celta.

Ainda, não se esqueceram de trazer à ribalta uma maior exigência aos governos centrais dos dois estados para o financiamento, pedindo este vir a ser atribuído no início do novo período de programação orçamental 2028-2034 e canalizado diretamente para as estruturas da Eurorregião.

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