Avaliação baseia-se na opinião dos próprios cidadãos a respeito dos seus sistemas políticos
Redação |
O Índice de Perceção da Democracia de 2026, publicado pela Nira Data em colaboração com a Alliance of Democracies, coloca a Suécia no primeiro lugar. A pesquisa, realizada entre março e abril, classificou 98 países com base na avaliação que os próprios cidadãos fazem dos seus sistemas políticos e instituições públicas. A Suécia é seguida pela Noruega, Dinamarca, Finlândia, Suíça, Gana, Sri Lanka, Índia, China, Canadá e a Coreia do Sul.
O Índice de Perceção da Democracia, avalia a experiência democrática interna consultando diretamente os cidadãos. A pesquisa capta características-chave da vida democrática sem exigir que os entrevistados avaliem aspetos técnicos do governo. As questões são focadas em elementos passíveis de observação, independente do país, da educação ou do nível de envolvimento político.
A avaliação estrutura-se em torno da participação cidadã e da qualidade institucional. A participação cidadã é avaliada pela capacidade da população de participar da vida política do país. Esse critério abrange a realização de eleições, o respeito à liberdade de expressão, a garantia de pluralismo político e a promoção da educação cívica.
Quanto à qualidade institucional, a investigação analisa se a sociedade considera as instituições públicas justas, transparentes, estáveis e cumpridoras da lei. Este pilar fundamenta-se nos princípios da separação de poderes, no Estado de direito, na transparência governamental e na ocorrência de transições pacíficas de poder.
No topo do Índice, a Suécia regista +29 pontos, seguida pela Noruega com +23, Dinamarca com +21 e Finlândia com +20 pontos. A a Suíça aparece logo com +19 pontos, o Gana +17, o Sri Lanka +16, a Índia +15 pontos, a China +14, o Canadá +13 e a Coreia do Sul com a marca de +12 pontos.
Omã e Nova Zelândia aparecem com +11 pontos e, com +10, os Países Baixos, as Filipinas e o Vietnã. Com +9 pontos, figuram a Costa Rica, a Áustria e a Malásia, seguidas por Namíbia, Alemanha e Senegal, que registam +8 pontos cada.
Um bloco com +7 pontos é composto por Uruguai, Argélia, Kuwait, Egito e Austrália. Mais abaixo, a Tunísia soma +4, enquanto Bélgica, Etiópia e Zâmbia dividem a marca de +3 pontos. Irlanda, Jamaica e Singapura contam com +2 pontos e a Tailândia e o Israel fecham a lista com uma pontuação neutra de 0.
Na faixa de pontuações negativas, aparecem Hungria, Estados Unidos, Quênia, Itália e Jordânia com a marca de -1. Logo, aparece a Arábia Saudita registando -2 e, El Salvador, Argentina, Reino Unido e Espanha, com -3.
Com -4, encontram-se a Polónia, Taiwan e o Uzbequistão, com -5 Japão, Síria e Congo, seguidos pela Colômbia com -6 e pela Geórgia com -7. Com -8 pontos aparecem a Nicarágua, África do Sul, Moldávia e Marrocos, seguidos pelo Bangladesh, Belarus, Costa do Marfim e Angola com -9 pontos
Atingindo os dois dígitos negativos, Chile e Portugal dividem os -10, seguidos pela Bolívia, Honduras e Porto Rico com -11 pontos. O Paquistão aparece com -12 e, com-13 a Lituânia, a Líbia e o Brasil. No índice de -14 pontos aparecem o México, Equador, Turquia, República Dominicana e Peru e, o Panamá, com -15.
Uganda e Quirguistão registam -16, enquanto Tanzânia, Zimbábue e Iraque partilham o índice de -17. A Grécia e a Sérvia aparecem com -18 pontos e, Nigéria e a França dividem a marca de -20. Um bloco com -21, reúne Guatemala, Rússia, Roménia, Indonésia e Líbano. A Palestina e a Venezuela dividem os -22, enquanto o Camarões, o Paraguai e a Ucrânia registam -23 pontos cada.
Logo abaixo, o Iêmen aparece com -25 e, o Cazaquistão encerra a lista na marca de -31 pontos.

