Teletrabalho estabiliza em 21% em Portugal e desemprego fixa-se em 6,1% no arranque de 2026
Redação |
Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que taxa de desemprego em Portugal fixou-se em 6,1% no primeiro trimestre de 2026.
Apesar do recuo trimestral de 0,7% na população empregada —agora situada em 5,3 milhões de pessoas—, o mercado de trabalho apresenta um crescimento homólogo de 2,3%. Este balanço sinaliza uma dinâmica positiva face ao período homólogo de 2025.
As Estatísticas do Emprego também revelam que 21,1% da população empregada (1.118.900 pessoas) teletrabalha, recorrendo a tecnologias de informação a partir de casa. Este valor representa uma descida de 0,1 pontos percentuais face ao 4.º trimestre de 2025 e um aumento de 0,2 pontos em relação ao 1.º trimestre do mesmo ano.
A população desempregada, estimada em 346,3 mil pessoas, registou um aumento de 6,1% (20.000) face ao trimestre anterior e uma diminuição de 5,3% (19.500) em relação ao trimestre homólogo. A taxa de desemprego registou um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Em contrapartida, o indicador apresenta uma redução de 0,5 pontos quando comparado com o período homólogo do ano anterior.
Quanto à população inativa com 16 ou mais anos, fixada em 3.738,8 mil pessoas, registou um crescimento de 0,2% (8,7 mil) face ao trimestre anterior. Em termos homólogos, verificou-se uma trajetória inversa, com um recuo de 0,3% (12,0 mil).
A subutilização do trabalho abrangeu 588.000 pessoas, valor superior em 2,9% (16.800) ao do trimestre anterior e inferior em 6,4% (40.400) ao do período homólogo. A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 10,2%, aumentou 0,3 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior e diminuiu em 0,9 pontos. em termos homólogos.
A subutilização do trabalho é um indicador que mede as pessoas que, embora quisessem ou pudessem trabalhar mais, não estão a ser totalmente aproveitadas pela economia. A subutilização do trabalho é composta por quatro grupos principais: desempregados, subemprego de trabalhadores a tempo parcial, inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e inativos disponíveis, mas que não procuraram emprego

