O Sindicato dos Jornalistas anunciou na passada terça-feira a sua adesão à greve geral convocada para 11 de dezembro contra o pacote laboral do governo.
Redação |
O SdeJ apela a todos os que praticam jornalismo para que se juntem a esta ação, sublinhando que, num setor já marcado por precariedade e salários de miséria, é inaceitável o ataque aos direitos promovido pelo Governo PSD/CDS.
Em opinião do sindicato profissional a paralisação desde 11 de dezembro é um ato de luta essencial para travar o que considera ser o impacto desastroso do anteprojeto de li da reforma da legislação laboral nas pessoas trabalhadoras.
Na sua declaração pública, o sindicato denunciou os abusos que as empresas fazem dos trabalhadores mesmo com a legislação atual. O despotismo das empresas de comunicação social em relação aos profissionais concretizar-se-ia através de falsos recibos verdes, horas extraordinárias não remuneradas, pressões extremas com riscos de burnout e salários baixos em carreiras sem perspetiva de progressão.
Além da agenda laboral, o sindicato acusou o Governo de falta de respeito pelo jornalismo e medo do escrutínio. Na opinião do SJ, o Governo está a abusar das declarações à comunicação social sem direito a perguntas, planeando uma agência de comunicação que evitaria a mediação dos órgãos noticiosos e —da mesma maneira que o anterior governo socialista— continua a ignorar as propostas para o financiamento da informação de interesse público.
Os jornalistas denunciam que, cada vez mais proletarizados, sofrerão as consequências diretas da chamada Agenda Trabalho XXI, que em vez de preparar o trabalho para o futuro, facilitaria uma maior violência contra quem trabalha.

