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Institutos de estatística da Galiza e Portugal indicam que as pessoas centenárias superam as 5000
O número de mulheres supera o dos homens. O mal humor e a preguiça não têm espaço no seu dia a dia. Fazem da simplicidade o seu modo de vida. Respiram com os ritmos naturais. Vão para a cama junto com o sol e acordam bem-dispostas. Comem sem excessos. São ativas, otimistas e curiosas e desfrutam de pequenos prazeres. Cultivam a vida social e são mestres de si mesmos na neutralização do stress.
Estas condições de vida que fazem com que muitos habitantes de algumas da Galiza e do Norte de Portugal cheguem a idades centenárias desperta o interesse de cientistas e demógrafos. Um estudo recente publicado na conceituada revista Nutrients focado nos hábitos de vida e alimentares dos centenários da província de Ourense, sugere que a dieta atlântica do sul da Europa, combinada com hábitos de vida saudáveis, estão na base de uma vida longa e com qualidade.
O estudo de profissionais galegos da saúde mergulha nos estilos de vida de pessoas que ultrapassam os 100 anos, uma população que representa um verdadeiro laboratório vivo para compreender os fatores que contribuem para o envelhecimento bem-sucedido.
A conclusão aponta para a importância de um padrão alimentar enraizado na cultura local da Galiza, norte de Portugal e outras regiões costeiras atlânticas, caracterizado por um marcado consumo de peixe e marisco frescos, leguminosas, vegetais frescos da época, frutas, cereais integrais e azeite como principal fonte de gordura. O consumo de carne vermelha é moderado, privilegiando-se as carnes magras e o consumo regular de lacticínios, especialmente iogurte e queijo. Este padrão alimentar é complementado por uma ingestão moderada de vinho tinto, geralmente durante as refeições.
O estudo também investigou outros comportamentos que parecem ser comuns entre estes centenários. A atividade física regular mesmo que de baixa intensidade -como caminhadas diárias, trabalhos agrícolas ou tarefas domésticas – revelou-se como um fator crucial. Os laços sociais fortes, o envolvimento em atividades comunitárias e um sentido de propósito na vida também foram identificados como elementos importantes para o bem-estar mental e emocional, que por sua vez impactam a saúde física e prolongam a vida.
Pode consultar o estudo da revista Nutrients aqui

