Vindimas em agosto: Seca e calor adiantam colheita

Redação O setor vitivinícola vive uma situação extraordinária devido a que a vindima de 2026 arrancou em meados de agosto, com um adiantamento de semanas em relação aos calendários tradicionais. As altas temperaturas e a escassez de chuva durante o ciclo estival obrigou a ativar as primeiras vindimas para preservar a qualidade do fruto. A norte do Minho, a campanha passou a ser catalogada como a mais precoce desde que há registos. Na terceira semana agosto, as cinco denominações de origem demarcadas já iniciaram as colheitas de maneira generalizada. Nas Rias Baixas, adegas de destaque do Rosal e do Salnês …

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Menos povo, mais incêndios: anatomia demográfica e territorial dos grandes incêndios

Redação | Os dados científicos e a realidade do terreno revelam que o verdadeiro combustível dos incêndios florestais não é a biomassa acumulada, mas sim o vazio humano. Os territórios que perdem população são aqueles que mais e pior ardem. Esta é a conclusão central do relatório intitulado «Análise da relação entre o despovoamento rural e a alteração dos regimes de incêndios no sudoeste europeu», publicado pelo Eixo Atlântico. O estudo foi elaborado por Juan Picos, da Escola de Engenharia Florestal de Ponte Vedra. A investigação analisa a evolução demográfica e os registos de fogo entre 2016 e 2026 em …

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Portugal e Galiza concentram a maior taxa de área ardida da Europa

Desde o ano 2000, a área ardida acumulada no conjunto da faixa atlântica atingiu mais de 4 milhões de hectares, o que representa 34,21% da sua extensão geográfica. Redação | A faixa atlântica da península no seu conjunto registou, nas últimas décadas, uma das maiores proporções de área ardida na Europa em relação ao seu território total. Os dados do registo oficial da UE, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Conselharia do Meio Ambiente e a Mudança Climática confirmam esta dinâmica, identificando anos críticos em que a área ardida disparou massivamente a norte e a …

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Calor extremo: termómetros bateram recordes em junho

Redação | O mês passado foi o junho mais quente já registado na Europa Ocidental e o segundo mais quente a nível global. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, registou-se uma temperatura média de 20,74°C – mais de 3°C acima da média dos últimos trinta anos – ultrapassando o recorde de 2025. Na Galiza, este foi o segundo junho mais quente desde 1961. A temperatura média na comunidade atingiu os 20,4 °C (+2,6 °C acima do habitual), com os termómetros a superarem os 40 °C em vários pontos de Ourense, do sul de Ponte Vedra e de Lugo. Destacou-se …

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imagem de rua cheia de lama na entrada duma farmácia municipal no brasil

Risco climático ameaça a saúde

A Médicos do Mundo emitiu um alerta afirmando que a saúde é a primeira a sofrer e a última a recuperar de catástrofes. Redação | A organização Médicos do Mundo emitiu um alerta sobre a interseção entre crises ambientais e vulnerabilidade social, destacando como as catástrofes naturais têm escalado de eventos climáticos para emergências de saúde pública. As efemérides de março — Dia das Florestas (21), da Água (22) e Meteorológico (23) — convergem para um alerta crucial: a conexão intrínseca entre o equilíbrio ambiental e a saúde pública. Para a Médicos do Mundo, a preservação de ecossistemas e recursos …

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glaciar com pouco gelo

Antártida: 30 anos de recuo glacial

Redação | A UC Irvine News noticiou, no dia 2 de março, o lançamento do estudo “Thirty years of glacier grounding line retreat in Antarctica”. O trabalho é um marco na glaciologia por compilar 30 anos de dados sobre a estabilidade do gelo na Antártica. Glaciologistas da Universidade da Califórnia em Irvine, revelaram que 23% dos glaciares antárticos que desaguam no mar estão em rápido retrocesso. Com base em 30 anos de dados satelitais, o estudo destaca que as áreas mais críticas são os mares de Amundsen e Bellingshause na Antártica Ocidental e a Terra de Wilkes, na Antártica Oriental.Os …

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imagem satélite onde se observam colunas de fumo de incêndios em Portugal

Incêndios 2025: menos ocorrências, mais devastação

Os dados revelam que a extensão ardida aumentou 119% relativamente à média anual do período 2015-2024, apesar do menor número de incêndios Redação | De acordo com o 8º Relatório de incêndios florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, até 15 de outubro de 2025 registaram-se 8235 incêndios. Os fogos resultaram em 269.085 hectares de área ardida, entre povoamentos (124.530 ha), matos (115.594 ha) e agricultura (28.961 ha). Até 15 de outubro, o país assinalou uma redução de 29% em comparação com a média dos 10 anos anteriores. Este valor coloca 2025 como o quarto ano com …

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