Alexandra Lucas Coelho assina um título provocador, O meu amante de domingo (Tinta da China, 2014), onde assistimos ao que fica após a catástrofe num caso amoroso, mais ou menos turvo, desses que marcam quem os experimentar, com uma perspetiva atual, um ritmo vibrante e um humor desatado. Porém, o assunto, como sempre na literatura, não é assim tão importante; é o modo de contar o que captura a atenção, o que entusiasma: um estilo rápido, descontraído, profundamente divertido e, contudo, pungente. Poético mesmo. Inconfundível. Imagine-se um capítulo onde a protagonista, uma mulher vital e independente, é capaz de começar assim: “Eu …
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