Instituída em 2016, a distinção celebra o seu papel na promoção da língua e cultura portuguesas a nível internacional.
Redação |
O escritor e académico Onésimo Teotónio Almeida foi o vencedor do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural. A distinção celebra o seu papel fundamental na promoção da língua e cultura portuguesas a nível internacional. Segundo o júri, o percurso de Onésimo como ensaísta tem sido decisivo para elevar a cidadania cultural a um patamar de expansão e desenvolvimento global.
Residente nos Estados Unidos desde que, em 1972, rumou ao país para realizar uma pós-graduação na Brown University. Nessa mesma instituição, onde ainda leciona, Onésimo Teotónio Almeida foi uma figura central na criação do Centro de Estudos Portugueses e Brasileiros — hoje um departamento universitário autónomo —, tendo assumido a sua direção entre 1991 e 2003.
Nascido há 79 anos em São Miguel, Açores, o autor formou-se entre o Seminário de Angra e a Universidade Católica de Lisboa. Com uma vasta obra que abrange crónica, conto, teatro, poemas e ensaio, Onésimo Teotónio tem mantido uma produção literária prolífica. Membro da Academia das Ciências de Lisboa, da sua vasta lista de livros, destacam-se os recentes José Enes – Filósofo, Pedagogo e Mestre (2025) e Diálogos Lusitanos (2024), além de obras de referência como A Obsessão da Portugalidade (2017) e Despenteando Parágrafos (2015).
Instituído em 2016, o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural tem um valor monetário de 20.000 euros. A primeira edição distinguiu o ensaísta Eduardo Lourenço, tendo, desde então, reconhecido figuras cimeiras da cultura portuguesa, como o jornalista José Carlos Vasconcelos, o investigador Vítor Aguiar e Silva, a atriz Maria do Céu Guerra e o fadista Carlos do Carmo. A lista de prestigiados vencedores completa-se com Emílio Rui Vilar, Zeferino Coelho, Graça Morais, José Pacheco Pereira e Helder Macedo.

