capa do livro "uma casa é uma montanha +é um chapeu"

Livro para crianças cegas entre as melhores obras infantis de 2025

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Redação |

A Biblioteca Internacional da Juventude, sediada em Munique, escolheu três livros com autores portugueses e um galego para figurarem entre os cerca de 200 melhores de todo o mundo. “Uma casa é uma montanha é um chapéu”, é um livro acessível que explora a arquitetura e a relação das casas com o ambiente ao redor, utilizando ilustrações táteis e texto em Braille.

O texto foi escrito por Filipa Tomaz e Letícia do Carmo e ilustrado por Yara Kono sob a conceção tátil de Fátima Alves. O livro foi editado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa e Planeta Tangerina. Outro dos livros selecionados pela Biblioteca Internacional da Juventude é “As pessoas são esquisitas”, do brasilo-norte-americano Victor D. O. Santos, com ilustrações da portuguesa Catarina Sobral e editado pela Orfeu Negro.

Para a instituição alemã, é um livro cheio de “empatia e compaixão” que explora a diversidade do comportamento humano. Por sua parte, “(Toda) a ciência em três grandes perguntas”, do britânico Philip Ball, desenhado pelo português Bernardo Carvalho e editado pela Planeta Tangerina, foi elogiado pela qualidade narrativa e pela leveza das ilustrações em abordar termos e conteúdos científicos, demonstrando que “a ciência não é um simples acumular de factos”.

Já “Labirinto. Diário de viagem de um artista monocromo” escrito e desenhado pelo galego Ramón Trigo e editado pela também galega Kalandraka, surgiu a partir das notas e das pinturas que o artista produziu após uma viagem à Nigéria, no qual, as suas experiências e transformação interior se refletem mutuamente.

Todos os anos, a Biblioteca Internacional da Juventude seleciona internacionalmente cerca de 200 livros infantojuvenis sob o selo The White Ravens A Selection of International Children‘s and Youth Literature, que servem de referencial para leitores, mediadores, bibliotecas e para divulgação internacional.

A Biblioteca Internacional da Juventude é a maior biblioteca do mundo para literatura infantil e juvenil internacional. Foi fundada em 1949 pela jornalista e escritora alemã Jella Lepman, quem, pela sua condição de judia, perdeu o emprego no jornal com a tomada do poder pelos nazistas em 1933 e teve que continuar trabalhando como freelancer até 1935.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, retornou para um programa de reeducação e responsável por programas para mulheres e jovens. Em 1946, organizou a primeira exposição internacional na Alemanha do pós-guerra, a Internationale Jugendbuchausstellung, que exibiu 2000 livros de 14 países e foi visitada por mais de um milhão de pessoas. Esses livros se tornaram a coleção fundadora da Biblioteca Internacional da Juventude, que foi inaugurada 1949.

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