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Espaço cultural fomentou a resistência durante o Estado Novo e contribuiu para a identidade política do concelho
Fundada em 1912, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG) destaca-se não só como uma referência cultural, mas também como um verdadeiro reduto de resistência política no concelho de Grândola, especialmente durante o período do Estado Novo e na preparação da Revolução dos Cravos.
Durante o regime autoritário que perdurou entre 1933 e 1974, as liberdades individuais e políticas foram severamente restringidas. Nesse contexto, a SMFOG assumiu um papel crucial ao oferecer um espaço seguro onde trabalhadores e cidadãos com ideias progressistas podiam reunir-se, discutir o futuro do país e promover valores como a justiça social e a solidariedade. A associação, inicialmente criada para promover a música e a cultura operária, tornou-se também um centro de resistência política discreta, mas firme.
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