China oferece tecnologia e capacitação em IA a 30 estados

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Redação |

O governo da República Popular da China anunciou um plano abrangente para fortalecer a cooperação tecnológica com o Sul Global no campo da Inteligência Artificial. De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias oficial Xinhua, disponibilizará 5.000 oportunidades de treinamento e seminários técnicos direcionados a nações em desenvolvimento ao longo dos próximos cinco anos.

O anúncio foi feito em Shanghai pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante o discurso de abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial e da Reunião de Alto Nível sobre Governança Global de IA. Na sua intervenção, o chefe de Estado sublinhou a necessidade de democratizar o acesso às novas tecnologias e evitar a ampliação do fosso digital entre as economias desenvolvidas e emergentes.

Para operacionalizar esta estratégia, a China promoverá a criação de centros internacionais de cooperação voltados para a aplicação prática da IA em parceria com as principais organizações regionais do planeta. Entre as entidades contempladas estão a Associação de Nações do Sudeste Asiático, a Liga dos Estados Árabes, a União Africana, a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Organização de Cooperação de Shanghai e o bloco dos BRICS.

Além da capacitação de quadros técnicos, a iniciativa chinesa prevê transferência de tecnologia em áreas críticas, como a gestão de riscos e eventos climáticos extremos. Xi Jinping destacou que a China ajudará 30 países a implementar e utilizar o MAZU, um sistema inteligente de alerta precoce meteorológico movido a IA. O objetivo central da ferramenta é apoiar a proteção de vidas humanas e a preservação de património e infraestruturas em regiões vulneráveis a desastres naturais em todo o mundo.

Ao capacitar quadros técnicos e transferir infraestrutura em regiões estratégicas, Pequim combate a hegemonia ocidental, promove os seus próprios padrões normativos e éticos e cria dependência tecnológica duradoura. Ademais, a iniciativa posiciona a China como a principal fiadora da transição digital nesses continentes, fortalecendo alianças multilaterais e ampliando a sua influência política global perante economias emergentes

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