Nova ponte no Minho reclamada na raia

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Friestas e Caldelas de Tui reclamam nova ponte pedonal sobre o Minho a unir as duas freguesias. Seis pontes ligam já as duas margens do Minho sendo atravesadas por 37.657 veículos diariamente

Redação |


A freguesia de Friestas mantém a exigência de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho. No início da terceira edição do festival Sabores da Raia, o Presidente da Junta, Álvaro Alves, relembrou o compromisso assumido pelos municípios de Valença e Tui.

A terceira edição do festival Sabores da Raia, evento de gastronomia, animação e convívio, serviu para reivindicar a ligação entre Friestas e Caldelas de Tui. A ideia foi apresentada por Álvaro Alves, em 2023, na primeira edição do certame.

Em resposta, o presidente da Câmara de Tui, Enrique Cabaleiro, afirmou que a obra seria uma mais-valia para o desenvolvimento local, esperando que a sua execução seja realidade no próximo ano. Em sintonia, o Presidente da Câmara de Valença, José Manuel Carpinteira, comprometeu-se a iniciar o projeto da ponte pedonal ainda este ano.
O Presidente da Junta, ainda afirmou: “Aqui na raia, partilhamos uma identidade comum construída ao longo de gerações. Este evento transfronteiriço demonstra que a fronteira não é uma barreira, mas sim uma ponte que nos aproxima e que promove o diálogo e a cooperação.”

Atualmente, as duas margens do Minho são ligadas por seis pontes: a de Monção-Salvaterra de Minho; a moderna Ponte Rodoviária Valença-Tui (A3), que suporta o maior fluxo de trânsito; a centenária Ponte Eiffel de Valença-Tui (1886), com estrutura mista rodoferroviária; a de Vila Nova de Cerveira-Tomiño; a Ponte da Amizade, entre Caminha e Goiám; e a Ponte Peso-Arbo, que une Melgaço ao município galego de Arbo.

Porém, a urgência destas reivindicações ganha ainda maior sustentação quando analisados os números da mobilidade na região. De acordo com os dados do 9º relatório do Observatório Transfronteiriço, a dinâmica de circulação entre os dois estados é de 76.540 veículos ligeiros diários.

Desse total, 50% dos movimentos globais concentra-se especificamente na ligação direta entre o espaço galego e o português. Em termos de distribuição diária por veículos, o fluxo reparte-se da seguinte forma: 37.657 veículos movimentam-se estritamente no espaço galego-português; 28.255 circulam no restante espaço luso-espanhol; 10.628 passam por “outros postos fronteiriços” não identificados no relatório.

Ao detalhar as viagens entre a Galiza e Portugal, percebe-se claramente o peso estratégico do eixo onde Friestas e Caldelas de Tui se inserem: a ligação entre Valença e Tui absorve 47,66% dos movimentos.

Os restantes fluxos dividem-se entre as pontes de Monção e Salvaterra (23,76%), Vila Nova de Cerveira e Goiám (14,59%), e a ligação mais a interior entre Chaves e Verim (13,97%).

Estes indicadores demonstram que a bacia do Minho, em particular o nó Valença-Tui, continua a ser o principal motor de integração e mobilidade diária da euroregião, justificando o investimento em novas infraestruturas que promovam alternativas integradoras.

Os dados deste relatório excluem ainda o tráfego de viaturas em postos como São Gregório-Ponte Barjas, Gerês, Límia-Barroso, Vinhais-Mesquita e outras passagens menores.

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