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O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique prepara-se para realizar o seu primeiro recenseamento digital da população. Segundo a presidente da instituição, Mónica Magaua, a medida visa simplificar e modernizar os processos de atualização cadastral, marcando um passo histórico na digitalização de dados estatísticos.
A Presidente destacou as vantagens do Quinto Recenseamento Geral da População e Habitação, sublinhando que a transição digital permitirá reduzir drasticamente os prazos. Com este novo modelo, as informações recolhidas poderão estar disponíveis em apenas seis meses, um avanço significativo na entrega de dados estatísticos.
Esta será a primeira vez que o país realiza um recenseamento totalmente digital, abandonando o suporte em papel. A transição responde aos requisitos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana que instam os Estados-membros a adotar censos digitais para facilitar a comparação de dados a nível regional.
Segundo Mónica Magaua, o novo modelo digital permitirá que os dados sejam processados em um quarto do tempo habitualmente necessário. Esta aceleração face ao período de cadastramento tradicional é apontada como um dos maiores ganhos de eficiência para o sistema estatístico moçambicano.
A Presidente do Instituto Nacional de Estatística admitiu que a implementação de um censo digital num país que ainda enfrenta grandes fossos tecnológicos é um desafio considerável. No entanto, a Mónica Magaua assegurou que as limitações das zonas rurais e a falta de cobertura de internet em certas áreas já foram acauteladas, acreditando que o novo modelo superará a eficácia dos métodos tradicionais.
Esta importante modernização tecnológica ocorre precisamente dez anos após o Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação, realizado em 2017. O novo censo digital de 2027 encerrará assim um ciclo de uma década, marcando a transição definitiva de Moçambique para a era das estatísticas digitais.

