imagem das cinco cidades num mapa distrital

Pentágono Urbano estuda criação da 3ª Área Metropolitana

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Espaço territorial da nova área metropolitana teria 1.325 km2 e uma densidade populacional de 687.000 habitantes.

Redação

A Associação de Municípios Pentágono Urbano — integrado por Barcelos, Braga, Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão — reuniu-se para debater a realização de um estudo técnico para a criação daquela que seria a terceira área metropolitana de Portugal. A reunião, que contou com a presença dos cinco presidentes de Câmara, serviu para alinhar a visão de um território que concentra um dos maiores polos de exportação e inovação do país.

Atualmente, o mapa administrativo de Portugal reconhece apenas as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, as duas maiores manchas urbanas do país em termos populacionais. Contudo, verifica-se um aumento expressivo da importância das comunidades intermunicipais, que têm assumido competências crescentes em detrimento dos distritos.

Definidas legalmente pelas normas de associativismo municipal de 2013, as áreas metropolitanas constituem unidades de gestão urbana fundamentais para o planeamento estratégico. Por esta razão, o Pentágono Urbano procura agora formalizar a sua relevância enquanto grande polo de desenvolvimento nacional, apresentando números que sustentam esta ambição: uma escala territorial de aproximadamente 1.325 km2 e uma densidade populacional que ronda os 687.000 habitantes.

Durante o encontro interemunicipal, foi aprovado o Plano de Atividades e Orçamento para 2026. Este documento é considerado o pilar que sustenta as prioridades estratégicas da associação para o próximo ano, com foco em cinco eixos, a saber, melhoria das ligações intermunicipais, dinamização do ecossistema criativo e tecnológico, reforço da eficiência administrativa conjunta e cooperação internacional.

Além do plano orçamental, os autarcas validaram a lista de entidades a convidar para o Comité de Orientação Estratégico. Este órgão terá a missão de estreitar a ligação entre o poder local, as instituições de ensino superior e as empresa, garantindo que as decisões políticas estão alinhadas com as necessidades económicas da região.

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