Um milhão já assinaram contra acordo UE-Israel

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Iniciativa cidadã atingiu a meta necessária superando o milhão em menos de três meses. De âmbito europeu foi apoiada de forma esmagadora na França, com mais de 400.000 assinantes

Redação |

A Iniciativa de Cidadania Europeia pela Suspensão do Acordo de Associação União Europeia-Israel, lançada em janeiro pela Aliança da Esquerda Europeia, atingiu a meta necessária em menos de três meses.

Com mais de um milhão de assinaturas, a Comissão Europeia será obrigada a posicionar-se sobre o acordo comercial com Israel, justificado pelos promotores devido ao genocídio. Embora o limiar de validação tenha sido alcançado precocemente, a recolha de assinaturas continuará ativa até ao verão, visando reforçar a pressão política sobre as instituições europeias quanto às relações comerciais.

O site oficial da iniciativa popular detalha os objetivos fundamentados nas denúncias da Comissão Europeia sobre o nível sem precedentes de civis mortos, deslocações em massa e destruição de hospitais em Gaza. Israel é acusado de bloquear ajuda humanitária e desrespeitar ordens do Tribunal Internacional de Justiça para prevenir o genocídio. Apesar destas violações do direito internacional, a União mantém o acordo de associação, pilar das relações comerciais e políticas bilaterais. Os cidadãos recusam legitimar ou financiar crimes contra a humanidade, instando a Comissão a propor ao Conselho a suspensão total do acordo.

Por sua parte, os dados detalhados da iniciativa oferecidos no portal oficial da União Europeia, revelam um panorama de mobilização geográfica muito distinto, totalizando 1.130.874 subscritores, a 19 de abril. Para que uma iniciativa seja bem-sucedida, deve recolher um milhão de assinaturas e atingir limiares mínimos em pelo menos 7 países; nesta análise, observamos que 11 nações já cumpriram o seu objetivo nacional.

A iniciativa é liderada de forma esmagadora pela França, que alcançou 752,36% (419.028 apoios para um mínimo de 55.695). Seguem-se, a Itália (481,39% | 257.929 assinaturas), a Espanha (330,17% | 137.333) e a Irlanda (305,97% | 28.042). Outros países que superaram a barreira dos 100% incluem a Bélgica (221,60%), Países Baixos (206,39%), Finlândia (195,45%), Dinamarca (192,05%), Suécia (145,86%), Polónia (125,85%) e Portugal com 115,97% (17.170 apoios).

Num segundo patamar, encontramos países com adesão significativa, mas ainda abaixo do limiar, como a Grécia (77,27%), a Alemanha — que, apesar de ter 51.699 assinaturas, está nos 76,39%, e a Eslovénia (69,73%). O Luxemburgo situa-se a meio caminho, com 50,73%.

A mobilização diminui na Bulgária (27,66%), Áustria (26,83%), Croácia (22,48%), Chipre (22,20%) e Malta (21,47%). No final da lista, com uma participação residual que não chega a atingir 20% das metas locais, encontram-se a Roménia (19,30%), Eslováquia (13,68%), Lituânia (12,71%), Estónia (12,26%), Letónia (9,68%), República Checa (9,33%) e, por último, a Hungria, com apenas 7,81% de adesão (1.157 apoios para um mínimo de 14.805).

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